Hetero, mas com uma curiosidade...
Hummmm...
Ehhh amigas... tem sempre uma amiguinha hetero na vida de toda sapatão né?
Das coisas que aprontei na vida, essa é uma das que lembro com muito carinho.
Aniversário do irmão mais novo (6) e dela (18) no dia seguinte. Ia rolar uma festinha infantil mais cedo e depois a festa pros amigos na casa dela mais tarde regado a muito álcool (sem a mãe dela perceber tanto). Tinhamos feito cursinho pré-vestibular juntas, e acabamos nos dando tão bem que só faziamos bagunça e nenhuma das duas passou no vestibular. Já nos conheciamos a bastante tempo, já saimos muito juntas, já bebemos muito juntas, eu já a vi ficando com meninos mas ela nunca me viu ficar com meninas, até porquê só íamos a baladas hetero. No máximo viu paquerinhas com algumas meninas e acompanhou (de longe) um relacionamento rápido que tive. Sempre soube da minha opção sexual, desde o primeiro dia que nos conhecemos sempre foi algo muito claro entre nós. Ela nunca se importou. Eu ia na casa dela, seguido estavamos lá vendo filme eu, ela e a mãe que me adorava, o irmão menor, o mais velho com quem normalmente saíamos.. Tudo na paz, amizade total. Conversavamos sobre meninos e eu até dava uns conselhos as vezes, mas nunca a vi namorar sério com nenhum deles. Também não me falava sobre sexo com eles nem eu perguntava, não que não tivessemos liberdade pra isso, mas também não sei dizer exatamente o porquê.
Ela é de uma família de 3 filhos, a mãe viúva, o pai era militar da aeronáutica. Mas família muito desprendida e aberta ao diálogo, principalmente a mãe a quem eu chamo de 'tia'. Vez ou outra a 'tia' me perguntava das minhas 'namoradinhas' como dizia ela. Uma vez chegou a dizer que preferia a Fernanda (Siim, esse é o nome dela, e é o nome verdadeiro) namorando comigo do que se aventurando com esses - 'moleques sem futuro' nas baladas - como dizia ela, preocupada.
Pro irmão dela dei um carrinho de controle remoto que ele havia me pedido com aqueles olhinhos pidões a alguns dias atrás quando passou o comercial na TV (E que brinquedinho caro, esses de moleque em?!). Pra Fernanda dei uma tornozeleira com um pingente de baleia que vi e achei a cara dela. Ela adora tornozeleiras. E adorou o meu presente.
O irmão veio me receber no portão doido pelo presente dele, me deu um abraço e saiu me puxando:
- Vem, a mãe tá aqui na cozinha! - E me largou correndo pra ir brincar com os amiguinhos e exibir o presente novo. Dei um beijo na 'tia' que estava ocupada com umas coxinhas e me deu um abraço que me melou de frango desfiado.
- Cadê a Fernanda? - Perguntei
- Tá no quarto se arrumando ainda, você sabe como ela é pra se arrumar. Vá lá, ela já me perguntou se você tinha chegado umas quinhentas vezes! - Disse e voltou a se ocupar com as coxinhas.
Eu aproveitei pra fugir antes que ela me sujasse mais.
Som ligado nas alturas, gente falando, criança gritando, uma loucura.
- Fê?
- Entra, tô no banho - Ouvi a voz dela e entrei no quarto.
Fiquei mudando alguns canais na TV quando ela saiu do banho enrolada na toalha.
- Você ainda tá assim? - Me chateei abrindo os braços.
- Tô, e vem logo me dar um cheiro que você tá uma gata. - Sorrindo, e me deu um abraço me molhando um pouco. (Como se o frango já não tivesse sido suficiente).
- O que você queria falar comigo de tão importante? - Perguntei me lembrando da mensagem que ela tinha me mandado mais cedo.
Ela ficou me olhando nos olhos séria enquanto soltava o cabelo.
- Nada não, mais tarde eu falo. Você trouxe roupa pra dormir? - Ela perguntou.
- Não, eu pretendo ir pra casa. - Respondi.
- Nada disso, amanhã é domingo, meu aniversário, os meninos vão pra praia com a mãe logo cedo e você vai dormir aqui nem que seja nua porque eu não tô nem um pouco afim de praia amanhã e não vou passar o meu aniversário em casa sozinha. - Ela replicou e foi se vestir.
Meia hora depois e ela ainda estava agachada na frente do guarda-roupas escolhendo o que vestir e começou a gaguejar umas coisas que não faziam muito sentido pra mim naquele momento:
- Posso te perguntar uma coisa?
- Manda! - Respondi
- Você... hum... já teve tesão por mim alguma vez? - Ela me perguntou soltando uma blusa em cima da cama perto de mim, mas bastante envergonhada e ainda de costas.
- Que raio de pergunta é essa agora, Fê? - Eu perguntei sem tirar os olhos da TV, ainda inocente da situação. Tava dando um documentário muito bom sobre tubarões no National Geographic. - Acho você bonita, pô. Você sabe que é bonita, os meninos vivem babando por você. - Continuei ainda prestando atenção na TV.
- Não to falando de meninos, to falando de você, você ficaria comigo? - Perguntou, agora andando na minha direção com um sorriso no canto da boca, acho que mais por vergonha do que por safadeza.
Até então eu nunca tinha notado o quanto a Fernanda era gostosa só de toalha... (
Eu estava sentada na beira da cama com os braços apoiados pra trás e ela ficou entre as minhas pernas na frente da TV, só de toalha. A luz do quarto estava apagada, só com o brilho da TV atrás dela. Parei pra olhar ela ali, daquele jeito, não simplesmente como amiga mas como a garota linda que era e que eu parece que esqueci instintivamente logo que viramos amigas.
- O que você tá fazendo? - Perguntei, mas a essa altura o tesão já me dominava completamente, e eu não achava que podia sentir aquilo por uma amiga, mas ela estava passando dos limites e parece que sabia como provocar uma mulher mesmo sem nunca te-lo feito.
Ela se abaixou até mim, segurou meu rosto e me deu um beijo.
No começo eu fiquei sem reação, ainda de olhos abertos. Era estranho estar beijando a Fernanda ali no quarto dela onde já fizemos tantas cachorradas e demos tantas risadas juntas só como amigas. Mas talvez aquilo fosse só uma brincadeira de amigas também e eu deixei rolar (Não tinha como não deixar), mas meu instinto gay falou mais alto: me levantei ainda beijando ela e a abracei sentindo suas costas ainda molhadas nas mãos. Ela beijava lento, do jeito que eu gosto, e eu pude senti-la colocar os braços sobre os meus ombros. Era a primeira vez que ela beijava uma mulher e eu não pude deixar de me lembrar da sensação de 'borboletas no estômago' quando fiz isso pela primeira vez. Eu estava sentindo a mesma sensação naquele momento e sei que ela também estava. Parece que havia uma espécie de magia no momento que eu não sei explicar.
Ela me olhou ainda com os braços em volta e ficou um clima estranho nesse momento.
- Me desculpa, eu não devia ter feito isso, desculpa, eu vou ... eh... terminar de me arrumar! - E foi se vestir.
Eu fiquei ai parada sem reação pensando se aquilo realmente tinha acontecido.
Sentei novamente olhando pra TV mas já nem sabia mais o que estava passando. Alguns minutos se passaram (eu acho) e ela veio já vestida e maquiada. Não me olhou, ia sair pela porta do quarto quando eu de volta à realidade corri e a segurei pelo braço antes que ela alcançasse a maçaneta.
- A gente vai fingir que isso não aconteceu? - Eu perguntei.
- Não, não é isso, é que... fiquei sem jeito, não sei o que me deu de te beijar, acho que foi uma curiosidade, sei lá... Você não gostou? Desculpa! - Ela falou sem jeito.
- Não foi isso, claro que gostei, é que.. sei lá, você nunca me falou disso. - E dei de ombros.
Ela me deu um selinho e disse:
- Quero conversar com você depois sobre isso, tô com medo, umas idéias na cabeça, e fiz porque tenho curiosidade sim, mas vamo lá pra fora que mais tarde a gente conversa. - Disse isso e saimos do quarto ambas com cara de sínicas como se nada tivesse acontecido.
A festa veio e se passou e ela bebendo muito, enchendo a cara mesmo. Eu pedi pra ela se controlar um pouco porque a 'tia' já estava preocupada e querendo desmarcar a praia no dia seguinte porque ela tava daquele jeito. Não deu ouvidos.
Sai da festa e fui pra cozinha ajudar a 'tia'. Disse que podiam ir despreocupados que eu ia dormir lá e cuidava dela (sem malícia nenhuma, até porque no estado que ela já tava realmente não ia rolar nada, não passaria daquele beijo e eu já estava super irritada com as atitudes dela de encher a cara). A 'tia' concordou.
Eram umas 22h quando o gelo acabou. O irmão mais velho já tinha bebido também e não podia dirigir. Fomos eu, a Fernanda, o irmão dela e mais um amigo na conveniência comprar mais gelo e cerveja a umas 5 quadras dali, eu dirigindo. Na conveniência ela me deu um selinho e o amigo do irmão quase viu. Pedi pra ela se controlar e quando chegasse em casa conversávamos.
Ela maneirou um pouco e começava a ficar bem quando os últimos amigos já iam embora. Era madrugada. A 'tia' foi dormir pra levantar cedo no outro dia e o irmão mais velho também foi. Só ficamos eu, a Fernanda e o amigo que estava querendo ficar com ela a noite toda. Falei pra ele ir embora que já íamos dormir e a Fernanda tava bêbada. Não sei se era mais ciúme ou proteção com ela, mas fui bem grossa e ele foi embora.
Levei a Fernanda pro quarto e ela tentou me beijar.
- Você tá bêbada! - Eu afastei meu rosto, irritada.
- E dai, você não me quer? Eu vi que você tava com ciúme do ... (o menino irritante). - Ela veio novamente pra cima de mim tentando me beijar.
Segurei o braço dela que vinha ao meu encontro e falei brava:
- Vai tomar banho que depois a gente conversa. Não fico com ninguém bêbada, se quiser alguma coisa comigo tem que estar bem sóbria pra saber o que tá fazendo. - Eu disse olhando pra ela, e parece que ela entendeu o recado e foi tomar banho.
Demorou, demorou no banho e quando voltou parecia bem melhor.
Sentou do meu lado enrolada na toalha e secando o cabelo com outra. Me pediu desculpa.
- Tudo bem, vou tomar banho pra deitar, to cansada. - E fui tomar banho também.
Quando voltei ela estava de camisola, e eu já a tinha visto naquela camisola preta com detalhes de renda no busto nas inúmeras vezes que dormi lá, mas de alguma forma me senti desconfortável ao vê-la assim aquele dia. Tentei mudar o olhar, disfarçar, prestar atenção em outra coisa mas era tarde demais.
Eu voltava de toalha também e fui atravessar o quarto quando ela me chamou pra conversar. Aceitei.
Sentamos na cama e ela me disse tudo que não tinha me dito até aquele dia: Que de umas semanas pra cá tinha sentido curiosidade de ficar com uma mulher e não confiava em outra pessoa que não fosse eu, que estava se sentindo estranha perto de mim e que estava com vontade de ficar comigo e ver o que acontecia mas que estava com medo de todas aquelas sensações.
Lembrei de mim quando senti isso pela primeira vez e da fragilidade que isso causa e a abracei. Perguntei o que ela queria de mim e ela me disse com todas as letras: - Quero ficar com você! Essa curiosidade tá me matando! - E ainda abraçadas nos beijamos novamente...
Nos levantamos ainda naquele beijo e senti os seios dela entumecidos me tocarem por baixo da camisola que ela usava.. A casa estava silenciosa e o quarto só com o claro da TV. Nos beijamos durante muito tempo até ela tirar minha toalha, e eu não sabia ao certo se ELA sabia o que estava fazendo. Não sabia se ela tinha consciência de que estava brincando com fogo me provocando daquele jeito. Mas eu já estava nua e só existia aquela camisola preta e uma calcinha separando o meu corpo do dela.
- Você quer fazer isso? - Perguntei quase num sussurro. Já não conseguia disfarçar que estava excitada nem muito menos evitar isso.
- Quero! - Respondeu me olhando nos olhos...
( A CONTINUAÇÃO DESSA HISTÓRIA VAI FICAR PRA UM OUTRO POST, MENINAS !! )
;)


poxa....deixar p contar depois é sacanagem
ResponderExcluirRsrsrrs... Volte por aqui e vai ver a continuação! Bjsss e obrigada
ExcluirEssa na foto de seu perfil é vc, Pepper?
ResponderExcluirNãããooo.. ta louca? Não posso postar foto minha aqui. Perderia toda a graça da brincadeira. Rsrsrs.. Bjss
ResponderExcluirCade a continuação Pepper? To ansiosa!
ResponderExcluirCade a continuação
ResponderExcluirVou postar a continuaçãoooo !!!! Rsrrsrsrrs... Essas meninas já estão me enlouquecendo <3
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