Por idéia de uma leitora, me dei conta de que entram no meu blog muitas meninas novinhas (outras nem tão novas assim) que nunca tiveram experiência sexual com outras mulheres, ou que já tiveram relação mas que ainda são totalmente inexperientes e cheias de dúvida sobre muitas coisas, e acredito que a mais importante delas é COMO SE PROTEGER numa relação com outra mulher. Os riscos estão ai, a gente ouve falar neles todos os dias, mas será que a sua parceira está segura? E você, sabe como se proteger?
A princípio meu público alvo seria mulheres acima dos 25, que leem mais, que tem uma vida sexual ativa, que já tiveram relacionamentos duradouros e que tem sua sexualidade bem definida. Mas com algumas conversas com leitoras e através de alguns comentários vejo que outro público também frequenta o meu blog, como 'iniciantes', meninas mais novas, mulheres que estão se descobrindo agora, e essa é fase onde mais surgem dúvidas (Eu ainda as tenho depois de tanto tempo!), e porquê não falar sobre isso? Porquê não ajudar com o pouco que sei e dar minha opinião?
Pesquisando um pouco sobre o assunto, já que resolvi falar nele, noto que ainda há muito pouco interesse em se informar, até por parte da própria comunidade lésbica. Há pouco embasamento científico e, quem realmente fala sobre o assunto, deixa as coisas vagas e no final você acaba não tendo a resposta que quer. Os artigos que tem são na esmagadora maioria sobre o universo homossexual masculino.
As doenças que podem ser transmitidas são praticamente as mesmas de uma relação hetero, mas a probabilidade de adquiri-la é bem menor. Desconheço alguma pesquisa feita nessa área em relação ao número de mulheres infectadas por alguma doença através de uma relação lésbica. Mais uma vez digo que falta estudos sobre isso e informação para as pessoas. No mínimo o governo deve achar que não existem lésbicas num país onde até a presidenta chupa pepeka. (Opa! Me escapuliu!).
Brinquei, mas não vamos perder a seriedade do assunto ok?
Bom.. vou falar sobre algumas doenças e seus principais sintomas, e é uma leitura chata, mas é bom ler a título de conhecimento. Lendo todas essas doenças você fica pensando: 'Meu Deus, eu tenho isso!' mas vá com calma, as coisas não são bem por ai. Acho que as pessoas são mais hipocondríacas do que realmente doentes.
Principais sinais e sintomas das DSTs em mulheres:
1. Aparecimento de feridas (úlceras) em regiões como a vagina, grandes lábios, interior da boca, perto do ânus.
2. Corrimento: o corrimento da mulher é maior quando ela ovula, mas é um corrimento clarinho e sem cheiro. Se o corrimento mudar de cor, ficar com um cheiro forte, manchar a calcinha ou tiver um sabor diferente, indica fortemente alguma alteração na flora da vagina e a presença de uma DST.
3. Verrugas nas regiões vaginal e anal são forte indício de DSTs, especialmente o HPV.
4. Ardência ou coceiras, mais sentidas quando se vai urinar ou no início ou fim da relação sexual. Algumas mulheres podem sentir as duas coisas juntas, ou separadas, ou sentir só de vez em quando.
5. Dor ou mal estar, geralmente uma dorzinha incômoda abaixo do umbigo, na parte baixa da barriga, quando se urina, evacua ou nas relações sexuais.
DSTs mais freqüentes entre mulheres:
1. Sífilis
A sífilis é uma DST causada por bactéria que pode ou não ter um período de incubação e até não apresentar sintomas, isso pode variar entre 15 dias até 3 meses.
Os sintomas são muito variados, mas geralmente há o aparecimento de gânglios, que são os órgãos responsáveis pela defesa do organismo, conhecidos como ínguas.
Esse gânglios vão estar aumentados e dolorosos e aparecem geralmente na virilha.
Nesta fase inicial podem aparecer também algumas feridas arredondadas que não doem, nem coçam. E aí aparece um corrimento amarelado pela vagina. Como nesta fase já pode tem as bactérias circulando pelo organismo, podem surgir outros sintomas como febre, mal-estar, cansaço, dores nas juntas. E mesmo antes do aparecimento dos sintomas, a bactéria já está presente no sangue e nas secreções e é possível ser transmitida.
A sífilis é especialmente perigosa em mulheres grávidas, pois pode causar malformações nos fetos.
É uma doença muito séria, mas que tem um tratamento rápido, seguro, barato e eficaz se for descoberta a tempo.
Por isso se você tem algum destes sintomas ou manteve relações sexuais com alguém que teve, é muito importante que procure um ginecologista.
2. Gonorréia
A gonorréia também é uma doença causada por bactéria e as formas de transmissão são muito parecidas com as da sífilis, ou seja: sexo oral, vaginal, anal, beijos, dedos, brinquedos.
Além deste nome feio prá caramba, a gonorréia tem um período de incubação menor do que o da sífilis, entre dois e sete dias, e homens e mulheres tem sintomas um pouco diferentes.
Sintomas na mulher
· Corrimento vaginal
· Dor no canal da vagina com irritação
· Alterações intestinais
O tratamento também é rápido e eficaz, mas deve ser feito com rapidez.
3. Candidíase
Provocada por um fungo, a candidíase é uma infecção bem chatinha, que promove ardor e coceira na região vaginal, secreção espessa de cor branca e às vezes dor e irritação ao urinar. É transmitida pelo contato sexual direto, pelo uso de acessórios e até mesmo pelo compartilhamento de toalhas e calcinhas. Muitas vezes, a candidíase só se manifesta quando estamos com o sistema imunológico enfraquecido, seja por stress, uso prolongado de antibióticos, depressão, etc, ou seja, muitas vezes temos o fungo no organismo e não sabemos. Apesar de incômoda, é facilmente tratável com pomadas e medicação oral, sendo que esta medicação também deve ser tomada pela parceira, para evitar ocorra novamente o contágio.Você adquiriu num sexo casual? O conselho: ligue para a garota e avise. É chato, mas como não dá pra saber na verdade quem passou pra quem, não adianta, tem que avisar pra evitar que ela passe para outras.
Provocada por um fungo, a candidíase é uma infecção bem chatinha, que promove ardor e coceira na região vaginal, secreção espessa de cor branca e às vezes dor e irritação ao urinar. É transmitida pelo contato sexual direto, pelo uso de acessórios e até mesmo pelo compartilhamento de toalhas e calcinhas. Muitas vezes, a candidíase só se manifesta quando estamos com o sistema imunológico enfraquecido, seja por stress, uso prolongado de antibióticos, depressão, etc, ou seja, muitas vezes temos o fungo no organismo e não sabemos. Apesar de incômoda, é facilmente tratável com pomadas e medicação oral, sendo que esta medicação também deve ser tomada pela parceira, para evitar ocorra novamente o contágio.Você adquiriu num sexo casual? O conselho: ligue para a garota e avise. É chato, mas como não dá pra saber na verdade quem passou pra quem, não adianta, tem que avisar pra evitar que ela passe para outras.
4. Tricomoníase
Com sintomas e formas de transmissão parecidos com a
candidíase, provoca também muita dor durante a masturbação ou penetração. O
parasita – trichomona vaginalis – pode ficar anos quietinho, sem se manifestar,
e o tratamento também é a base de medicação oral e pomadas vaginais.
5. Vaginoses
Muito comum entre lésbicas – dados de um estudo da Universidade de
Washington mostram que 25% das lésbicas pesquisadas apresentaram vaginose – ela
é normalmente mal tratada, pois é confundida com candidíase pelas garotas, que
se auto-medicam. Os sintomas são corrimento, coceira na área genital e odor
desagradável (cheiro de peixe), principalmente após a relação sexual. As
vaginoses são infecções na vagina, e na presença de qualquer um destes
sintomas, vá ao ginecologista e nada de se auto-medicar – as vaginoses são
facilmente tratáveis desde que usados os medicamentos corretos.
6. HPV
Provocada pelo vírus Papiloma, o HPV está associado ao aparecimento de
alguns tipos de colo de útero. Infelizmente, ainda não tem cura – o tratamento é
sintomático, para eliminação das verrugas (cristas de galo) que aparecem na
região do ânus e da vagina e que são características da doença – o que também
evita a transmissão do vírus. A principal forma de transmissão é pela
penetração, seja com os dedos ou com acessórios.
E a AIDS?
Existe uma grande discussão sobre a transmissão do vírus HIV em relações
homossexuais femininas.Existe sim a possibilidade de contágio, tanto através do
sexo oral como do compartilhamento de acessórios. Mas existem no mundo poucos
casos oficialmente comprovados de transmissão de HIV entre lésbicas. Estas
transmissões ocorreram principalmente através da realização de sexo oral em
parceira menstruada. Normalmente existe dificuldade no registro e comprovação
dos casos, pois dependem das informações dadas pelas portadoras do vírus e
muitas podem esconder sua homossexualidade e não explicitar as suas relações.
Logo, proteção sempre! Mãos, unhas e áreas genitais sempre limpas. Ao usar acessórios (dildos, vibradores, etc) use SEMPRE camisinha, e
troque-a quando for utilizar o acessório na sua parceira.
O que eu acho:
Alguns artigos sobre o assunto dizem pra você usar camisinha (É, camisinha masculina mesmo, cortada e aberta) na hora do sexo oral com sua parceira. Alguns falam até em papel filme, aquele de cozinha que a gente usa pra botar os alimentos na geladeira. Mas vamos falar sério, aqui pra nós: isso não acontece né?
Ai entra a questão de você não ser promíscua: não vá pra cama bêbada (ou afins), não vá pra cama com qualquer desconhecida que quiser chupar sua pepeka, procure conhecer a pessoa com quem você pretende transar, isso é se dar valor e se proteger. Se você está em um relacionamento, é muito importante a fidelidade com a sua parceira, entre outros motivos também, mas principalmente pra vocês protegerem uma a outra não fazendo sexo com outras pessoas fora da relação.
"Não posso transar com uma desconhecida ou ter uma noitada?"
Pode! Mas preste atenção em alguns detalhes como o cheiro, a cor, se ela reclama de dores durante a penetração.. Eu pelo menos não sei transar sem tomar banho antes, sem estar limpinha e cheirando ao meu hidratante corporal (Rsrsr..), então pra mim transar em balada não rola, fora que a pessoa vai ao banheiro fazer xixi, todas essas coisas... Já levei até o nome de ser 'besta' uma vez por uma guria por não querer transar numa balada. O que eu fiz? Mandei ela pastar! U_U
Não posso fazer nem receber sexo oral que vou pegar uma doença?
Nãããoo, também não é assim! Como já dissemos, a probabilidade de isso acontecer é bem menor que em uma relação hetero e entre homens.
O que realmente acontece:
As mulheres transam, e transam muito, não existe uma proteção adequada para nós, então o que resta é confiar na sua parceira e não se arriscar com pessoas que você não confia. Ter uma parceira fixa é muito bom nessas horas.
O que eu posso dizer: VÁ AO GINECOLOGISTA FREQUENTEMENTE!
Se você sentir algum tipo de desconforto, odor ou algo assim durante a relação sexual, se masturbando, durante o banho, urinando.. VÁ AO GINECOLOGISTA. Não exite, não espere. O melhor é se conhecer e saber que está tudo bem.
Use sabonetes íntimos. Eu recomendo!
Acho que era isso né? Ufa!
Espero que esse post tenha atendido aos pedidos de vocês.
Qualquer dúvida estou a disposição.
Bjsss da Pepper ;*


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