quarta-feira, 24 de julho de 2013

Minha amiga hetero


Hetero, mas com uma curiosidade... 
Hummmm...

 

 

Ehhh amigas... tem sempre uma amiguinha hetero na vida de toda sapatão né? 
Das coisas que aprontei na vida, essa é uma das que lembro com muito carinho.





Aniversário do irmão mais novo (6) e dela (18) no dia seguinte. Ia rolar uma festinha infantil mais cedo e depois a festa pros amigos na casa dela mais tarde regado a muito álcool (sem a mãe dela perceber tanto). Tinhamos feito cursinho pré-vestibular juntas, e acabamos nos dando tão bem que só faziamos bagunça e nenhuma das duas passou no vestibular. Já nos conheciamos a bastante tempo, já saimos muito juntas, já bebemos muito juntas, eu já a vi ficando com meninos mas ela nunca me viu ficar com meninas, até porquê só íamos a baladas hetero. No máximo viu paquerinhas com algumas meninas e acompanhou (de longe) um relacionamento rápido que tive. Sempre soube da minha opção sexual, desde o primeiro dia que nos conhecemos sempre foi algo muito claro entre nós. Ela nunca se importou. Eu ia na casa dela, seguido estavamos lá vendo filme eu, ela e a mãe que me adorava, o irmão menor, o mais velho com quem normalmente saíamos.. Tudo na paz, amizade total. Conversavamos sobre meninos e eu até dava uns conselhos as vezes, mas nunca a vi namorar sério com nenhum deles. Também não me falava sobre sexo com eles nem eu perguntava, não que não tivessemos liberdade pra isso, mas também não sei dizer exatamente o porquê.

Ela é de uma família de 3 filhos, a mãe viúva, o pai era militar da aeronáutica. Mas família muito desprendida e aberta ao diálogo, principalmente a mãe a quem eu chamo de 'tia'. Vez ou outra a 'tia' me perguntava das minhas 'namoradinhas' como dizia ela. Uma vez chegou a dizer que preferia a Fernanda (Siim, esse é o nome dela, e é o nome verdadeiro) namorando comigo do que se aventurando com esses - 'moleques sem futuro' nas baladas - como dizia ela, preocupada. 



Pro irmão dela dei um carrinho de controle remoto que ele havia me pedido com aqueles olhinhos pidões a alguns dias atrás quando passou o comercial na TV (E que brinquedinho caro, esses de moleque em?!). Pra Fernanda dei uma tornozeleira com um pingente de baleia que vi e achei a cara dela. Ela adora tornozeleiras. E adorou o meu presente.  



O irmão veio me receber no portão doido pelo presente dele, me deu um abraço e saiu me puxando:
- Vem, a mãe tá aqui na cozinha! - E me largou correndo pra ir brincar com os amiguinhos  e exibir o presente novo. Dei um beijo na 'tia' que estava ocupada com umas coxinhas e me deu um abraço que me melou de frango desfiado.
- Cadê a Fernanda? - Perguntei
- Tá no quarto se arrumando ainda, você sabe como ela é pra se arrumar. Vá lá, ela já me perguntou se você tinha chegado umas quinhentas vezes! - Disse e voltou a se ocupar com as coxinhas.
Eu aproveitei pra fugir antes que ela me sujasse mais.

Som ligado nas alturas, gente falando, criança gritando, uma loucura.

- Fê?
- Entra, tô no banho - Ouvi a voz dela e entrei no quarto.
Fiquei mudando alguns canais na TV quando ela saiu do banho enrolada na toalha.
- Você ainda tá assim? - Me chateei abrindo os braços.
- Tô, e vem logo me dar um cheiro que você tá uma gata. - Sorrindo, e me deu um abraço me molhando um pouco. (Como se o frango já não tivesse sido suficiente).
- O que você queria falar comigo de tão importante? - Perguntei me lembrando da mensagem que ela tinha me mandado mais cedo.
Ela ficou me olhando nos olhos séria enquanto soltava o cabelo.
- Nada não, mais tarde eu falo. Você trouxe roupa pra dormir? - Ela perguntou.
- Não, eu pretendo ir pra casa. - Respondi.
- Nada disso, amanhã é domingo, meu aniversário, os meninos vão pra praia com a mãe logo cedo e você vai dormir aqui nem que seja nua porque eu não tô nem um pouco afim de praia amanhã e não vou passar o meu aniversário em casa sozinha. - Ela replicou e foi se vestir.

Meia hora depois e ela ainda estava agachada na frente do guarda-roupas escolhendo o que vestir e começou a gaguejar umas coisas que não faziam muito sentido pra mim naquele momento:
- Posso te perguntar uma coisa?
- Manda! - Respondi
- Você... hum... já teve tesão por mim alguma vez? - Ela me perguntou soltando uma blusa em cima da cama perto de mim, mas bastante envergonhada e ainda de costas.
- Que raio de pergunta é essa agora, Fê? - Eu perguntei sem tirar os olhos da TV, ainda inocente da situação. Tava dando um documentário muito bom sobre tubarões no National Geographic. - Acho você bonita, pô. Você sabe que é bonita, os meninos vivem babando por você. - Continuei ainda prestando atenção na TV.
- Não to falando de meninos, to falando de você, você ficaria comigo? - Perguntou, agora andando na minha direção com um sorriso no canto da boca, acho que mais por vergonha do que por safadeza.

Até então eu nunca tinha notado o quanto a Fernanda era gostosa só de toalha... (Coisa de sapatão!)
Eu estava sentada na beira da cama com os braços apoiados pra trás e ela ficou entre as minhas pernas na frente da TV, só de toalha. A luz do quarto estava apagada, só com o brilho da TV atrás dela. Parei pra olhar ela ali, daquele jeito, não simplesmente como amiga mas como a garota linda que era e que eu parece que esqueci instintivamente logo que viramos amigas.
- O que você tá fazendo? - Perguntei, mas a essa altura o tesão já me dominava completamente, e eu não achava que podia sentir aquilo por uma amiga, mas ela estava passando dos limites e parece que sabia como provocar uma mulher mesmo sem nunca te-lo feito.



 Ela se abaixou até mim, segurou meu rosto e me deu um beijo.
No começo eu fiquei sem reação, ainda de olhos abertos. Era estranho estar beijando a Fernanda ali no quarto dela onde já fizemos tantas cachorradas e demos tantas risadas juntas só como amigas. Mas talvez aquilo fosse só uma brincadeira de amigas também e eu deixei rolar (Não tinha como não deixar), mas meu instinto gay falou mais alto: me levantei ainda beijando ela e a abracei sentindo suas costas ainda molhadas nas mãos. Ela beijava lento, do jeito que eu gosto, e eu pude senti-la colocar os braços sobre os meus ombros. Era a primeira vez que ela beijava uma mulher e eu não pude deixar de me lembrar da sensação de 'borboletas no estômago' quando fiz isso pela primeira vez. Eu estava sentindo a mesma sensação naquele momento e sei que ela também estava. Parece que havia uma espécie de magia no momento que eu não sei explicar.



Ela me olhou ainda com os braços em volta e ficou um clima estranho nesse momento.
- Me desculpa, eu não devia ter feito isso, desculpa, eu vou ... eh... terminar de me arrumar! - E foi se vestir.
Eu fiquei ai parada sem reação pensando se aquilo realmente tinha acontecido.
Sentei novamente olhando pra TV mas já nem sabia mais o que estava passando. Alguns minutos se passaram (eu acho) e ela veio já vestida e maquiada. Não me olhou, ia sair pela porta do quarto quando eu de volta à realidade corri e a segurei pelo braço antes que ela alcançasse a maçaneta.
- A gente vai fingir que isso não aconteceu? - Eu perguntei.
- Não, não é isso, é que... fiquei sem jeito, não sei o que me deu de te beijar, acho que foi uma curiosidade, sei lá... Você não gostou? Desculpa! - Ela falou sem jeito.
- Não foi isso, claro que gostei, é que.. sei lá, você nunca me falou disso. - E dei de ombros.
Ela me deu um selinho e disse: 
- Quero conversar com você depois sobre isso, tô com medo, umas idéias na cabeça, e fiz porque tenho curiosidade sim, mas vamo lá pra fora que mais tarde a gente conversa. - Disse isso e saimos do quarto ambas com cara de sínicas como se nada tivesse acontecido.


A festa veio e se passou e ela bebendo muito, enchendo a cara mesmo. Eu pedi pra ela se controlar um pouco porque a 'tia' já estava preocupada e querendo desmarcar a praia no dia seguinte porque ela tava daquele jeito. Não deu ouvidos.
Sai da festa e fui pra cozinha ajudar a 'tia'. Disse que podiam ir despreocupados que eu ia dormir lá e cuidava dela (sem malícia nenhuma, até porque no estado que ela já tava realmente não ia rolar nada, não passaria daquele beijo e eu já estava super irritada com as atitudes dela de encher a cara). A 'tia' concordou.

Eram umas 22h quando o gelo acabou. O irmão mais velho já tinha bebido também e não podia dirigir. Fomos eu, a Fernanda, o irmão dela e mais um amigo na conveniência comprar mais gelo e cerveja a umas 5 quadras dali, eu dirigindo. Na conveniência ela me deu um selinho e o amigo do irmão quase viu. Pedi pra ela se controlar e quando chegasse em casa conversávamos. 

Ela maneirou um pouco e começava a ficar bem quando os últimos amigos já iam embora. Era madrugada. A 'tia' foi dormir pra levantar cedo no outro dia e o irmão mais velho também foi. Só ficamos eu, a Fernanda e o amigo que estava querendo ficar com ela a noite toda. Falei pra ele ir embora que já íamos dormir e a Fernanda tava bêbada. Não sei se era mais ciúme ou proteção com ela, mas fui bem grossa e ele foi embora.

Levei a Fernanda pro quarto e ela tentou me beijar.
- Você tá bêbada! - Eu afastei meu rosto, irritada.
- E dai, você não me quer? Eu vi que você tava com ciúme do ... (o menino irritante). - Ela veio novamente pra cima de mim tentando me beijar.
Segurei o braço dela que vinha ao meu encontro e falei brava:
- Vai tomar banho que depois a gente conversa. Não fico com ninguém bêbada, se quiser alguma coisa comigo tem que estar bem sóbria pra saber o que tá fazendo. - Eu disse olhando pra ela, e parece que ela entendeu o recado e foi tomar banho.

Demorou, demorou no banho e quando voltou parecia bem melhor.
Sentou do meu lado enrolada na toalha e secando o cabelo com outra. Me pediu desculpa.
- Tudo bem, vou tomar banho pra deitar, to cansada. - E fui tomar banho também.
Quando voltei ela estava de camisola, e eu já a tinha visto naquela camisola preta com detalhes de renda no busto nas inúmeras vezes que dormi lá, mas de alguma forma me senti desconfortável ao vê-la assim aquele dia. Tentei mudar o olhar, disfarçar, prestar atenção em outra coisa mas era tarde demais.

Eu voltava de toalha também e fui atravessar o quarto quando ela me chamou pra conversar. Aceitei.
Sentamos na cama e ela me disse tudo que não tinha me dito até aquele dia: Que de umas semanas pra cá tinha sentido curiosidade de ficar com uma mulher e não confiava em outra pessoa que não fosse eu, que estava se sentindo estranha perto de mim e que estava com vontade de ficar comigo e ver o que acontecia mas que estava com medo de todas aquelas sensações.
Lembrei de mim quando senti isso pela primeira vez e da fragilidade que isso causa e a abracei. Perguntei o que ela queria de mim e ela me disse com todas as letras: - Quero ficar com você! Essa curiosidade tá me matando! - E ainda abraçadas nos beijamos novamente...


Nos levantamos ainda naquele beijo e senti os seios dela entumecidos me tocarem por baixo da camisola que ela usava.. A casa estava silenciosa e o quarto só com o claro da TV. Nos beijamos durante muito tempo até ela tirar minha toalha, e eu não sabia ao certo se ELA sabia o que estava fazendo. Não sabia se ela tinha consciência de que estava brincando com fogo me provocando daquele jeito. Mas eu já estava nua e só existia aquela camisola preta e uma calcinha separando o meu corpo do dela.

- Você quer fazer isso? - Perguntei quase num sussurro. Já não conseguia disfarçar que estava excitada nem muito menos evitar isso.
- Quero! - Respondeu me olhando nos olhos...






( A CONTINUAÇÃO DESSA HISTÓRIA VAI FICAR PRA UM OUTRO POST, MENINAS !! )

;) 



7 comentários:

  1. poxa....deixar p contar depois é sacanagem

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rsrsrrs... Volte por aqui e vai ver a continuação! Bjsss e obrigada

      Excluir
  2. Essa na foto de seu perfil é vc, Pepper?

    ResponderExcluir
  3. Nãããooo.. ta louca? Não posso postar foto minha aqui. Perderia toda a graça da brincadeira. Rsrsrs.. Bjss

    ResponderExcluir
  4. Cade a continuação Pepper? To ansiosa!

    ResponderExcluir
  5. Vou postar a continuaçãoooo !!!! Rsrrsrsrrs... Essas meninas já estão me enlouquecendo <3

    ResponderExcluir