domingo, 30 de março de 2014

Voltei, eu acho...

Eu falei que não escreveria mais no blog mas vou tentar voltar a escrever (tentar). Talvez me faça bem, e nos últimos meses eu tenho tentado qualquer coisa pra me sentir melhor.

 

 

 

 

 

 

 

               "Segundo o escritor Jorge Luis Borges, a idéia do Zahir vem da tradição islâmica, e estima-se que surgiu em torno do século XVII. Zahir, em árabe, quer dizer visível, presente, incapaz de passar despercebido. Algo que, uma vez que entramos em contacto, termina por ir ocupando pouco a pouco nosso pensamento, até não conseguirmos nos concentrar em nada mais. Isso pode ser considerado santidade, ou loucura."
                                                 (Prefácio do livro O Zahir de Paulo Coelho)







 

Bom, como já havia dito no último post, eu me apaixonei por alguém, uma leitora, alguém que nunca vi ou muito menos beijei ou fui pra cama, simplesmente nada! Não a conheço pessoalmente. Idiota? Bobo? Sim, muito! Mas eu sempre disse isso e cada vez tenho mais certeza: a gente se apaixona pela alma das pessoas, independente de cor, raça, gênero, religião, distância... Nós nos falamos a meses, por telefone, por webcam, por Skype, pelo Facebook, WhatsApp.. mas de umas semanas pra cá brigamos feio e não estamos nos falando direito. Não sei mais se ela ainda quer falar comigo. Enfim.
 'Ca'. Vou chama-la assim aqui no blog. No natal ela me mandou uma cesta de presente com um cartão lindo e escreveu 'Ca' no remetente. Foi assim também na primeira mensagem de texto que ela me mandou no celular e que eu tenho salva até hoje: 'Ca' ... Ela disse que só algumas pessoas mais próximas à chamavam assim e que ela gostava.
Me abri pra ela, deixei que as coisas rolassem, contei sobre mim e sobre a minha vida, me permiti gostar, e sempre falando de nos encontrarmos pois a princípio a idéia é que ela viesse morar aqui, e comigo, até em função do trabalho dela. Sim! Eu que nem pensava mais em morar junto com alguém me vi fazendo planos pra nós.
Infelizmente eu sou uma idiota quando me apaixono, faço tudo errado, simplesmente não sei lhe dar com sentimento. Brigavamos sempre porque eu ficava perguntando quando ela pretendia vir, dizendo que queria ve-la, que não aguentava mais a distância.. brigamos sempre por esse motivo. Eu não sei lhe dar com sentimentos, digo e repito. Deve ser por isso que eu sempre evitei.
Entrei no blog agora depois de muito tempo e estava relendo todos os comentários dela nas minhas postagens.. Tenho medo que esse blog se transforme em um mausoléu de lembranças, mas não tenho com quem conversar sobre isso e sinto falta de fazer o que faço de melhor: escrever. As palavras conseguem de alguma forma me afastar da minha realidade, como se em cada palavra que escrevo ficasse um pouco de mim pra trás. Quero voltar a ser dona de mim, do que sinto, andar pela rua sem ver o rosto dela em cada desconhecida, sem dormir todas as noites imaginando o nosso encontro, sem ficar olhando o celular a cada 5 minutos esperando uma mensagem dela, uma ligação.. Quero ser  minha denovo, e de quem eu quiser ser !

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Fiquei com algumas pessoas nesse tempo mas raramente rolou sexo, não sou mais a mesma. Até entrei em um relacionamento mas durou pouco, nos precipitamos e não era mesmo pra dar certo. Um história mega complicada. Ainda ficamos e ainda é muito bom, ela é uma das poucas com quem posso ir pra cama, mas namorar não, por favor, já ficou claro que não vai mais rolar. Namorar na verdade foi uma tentativa de viver a realidade, tirar a Ca do meu pensamento e tentar colocar os pés no chão, viver alguma coisa sólida com alguém. Não deu certo.


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Chega de sentimentalismo um pouquinho, por favor? Grata!


'A Poderosa' (Queria outra forma de chama-la mas dai vocês não saberiam quem é) disse que estava vindo pra cidade resolver umas coisas e queria me ver, passar a noite comigo. A casada, dona do mercado. Nos falamos sempre por telefone, nunca perdemos o contato, ficamos ainda depois daquela primeira vez que contei aqui no blog. Ela sabia em partes do que estava acontecendo comigo. Recusei o convite e disse que não ia ser legal ir pra cama com ela pensando em outra pessoa, que não estava bem psicologicamente, fragilizada talvez, mas ela insistiu, disse que queria me ver e não precisava rolar sexo, apenas sair, beber um pouco, conversar, apenas pela companhia. Topei. Aproveitei pra tirar uma folga na semana do trabalho e dos estudos (não tenho feito outra coisa além de trabalhar e estudar pra tentar não ficar pensando tanto na Ca...).


Me pegou às 20h em ponto em casa. Trocou de carro, agora anda num Hyundai Elantra lindíssimo, mas o perfume continua o mesmo: ela usa Carolina Herrera 212 que eu adoro. Me lembro quando eu reconheci o perfume dela na primeira vez que nos encontramos e ela ficou surpresa. Muito bom vê-la depois de tanto tempo. Caprichei no visual também, já que (enfim) ia sair aproveitei pra me arrumar de verdade, estava precisando. 5 minutos dentro do carro e ela ja me disse que eu estava diferente, calada. Perguntei se tinha algo em mente pra fazer àquela noite, ela disse que deixasse por conta dela que sabia exatamente onde me levar. Ok então né?!
Fomos jantar num restaurante ao ar livre no centro da cidade, nada muito ostentoso, ela sabe que não faz meu tipo. Uma boa comida, um bom vinho (Martini pra mim) e excelente companhia. Conversamos muito sobre tudo: política, futebol, animais, viagens, ela me falou do casamento e disse que estava pensando em se separar do marido, andavam tendo muitas brigas depois que o filho foi morar fora e a situação já estava ficando insustentável. Brinquei e disse pra ela ficar com o carro na separação de bens. Bom sair com alguém apenas pela companhia.
A certa altura a conversa esquentou e ela me disse que sentia falta de transar comigo, que tinha ficado com outra pessoa mais velha que eu mas não tinha sido tão bom quanto e me perguntou se eu ainda sentia tesão por ela ou estava preferindo gurias mais novas. Fui sincera, até porque já temos cumplicidade e liberdade pra conversar sobre muita coisa e eu disse que era bom estar com ela exatamente pela segurança que me passava por ser mais madura, mas que ao mesmo tempo tinha medo de me apegar pela circunstância em que estou. Combinei com ela que iamos ficar mas se eu começasse a me apegar ia me afastar e que se acontecesse ela não me procurasse pois já saberia o motivo. Ela não concordou muito com os termos mas aceitou.  Depois de uma garrafa de Martini eu já estava bem 'alegrinha'. Sabia que podia confiar nela e queria mais que tudo se explodisse mesmo. Fomos pra um hotel. Enquanto ela descarregava algumas coisas do carro eu descarregava as cervejas da geladeira. Bebi mais um bocado, conversamos deitadas na cama durante horas e nessas horas eu ainda bebi mais umas 400 cervejas. 
Não me lembro exatamente de tudo que disse, mas basicamente eu só falava da Ca (isso porque ela me contou no dia seguinte) e a certa altura eu comecei a chorar e ela me abraçou. Eu dormi. Sim, eu dormi bêbada e não rolou absolutamente nada naquela noite. Vergonhoso, eu sei.



Acordei antes dela e fui tomar banho pra ir embora. Certamente ela não ia mais querer me ver depois do fiasco da noite passada. Mais uma vez me surpreendi quando ela segurou a porta e me disse que estava tudo bem, que não precisava ir embora. Disse que ficaria chateada sim se eu fosse embora daquele jeito sem dar nenhuma explicação. Pedi desculpas por ter feito o que fiz, de não ter rolado nada e de ter alugado ela a noite inteira falando de outra pessoa. Fiquei constrangida e me sentindo infantil mas logo passou quando ela me puxou pra perto e me beijou. Não sei que horas eram, nem pensei mais na dor de cabeça dos infernos que estava sentindo por causa da cachaça da noite anterior. Ela estava enrolada apenas na metade do lençol e a outra metade se arrastava pelo piso, o que não foi difícil deixar cair. Ela me fez tirar toda a roupa novamente e com uma mão inteira nas minhas costas me deitou na cama e começou a me beijar deitada nua sobre mim. Não dava pra não morrer de tesão por aquela mulher. Mulher: talvez fosse disso que eu estava precisando. Talvez uma boa transa fosse suficiente pra esquecer aquela pessoa, já tinha feito isso tantas vezes, porquê daquela não daria certo? Continuei fazendo o que estava fazendo mas antes que eu pudesse tomar qualquer atitude meu pensamento se voltou à ela, Ca, meu Zahir, meu motivo das melhores e das piores coisas. Pensei que era com ela que eu queria estar naquele momento, num quarto de hotel qualquer, mas com ela!.. 



Só fechei os olhos e respirei fundo quando ela começou a me chupar me segurando firme pela cintura. Ja faziam semanasssssssss desde a minha última transa. Não foi difícil chegar ao orgasmo, ainda mais com o jeito que ela me pegava e com a vontade com que me chupava. Me comeu passando a lingua devagarinho na minha b... e sorriu quando eu me arrepiei e falei um palavrão daqueles! Sim, eu falo muito palavrão na cama. Será que isso é um problema? 
Ficou montada em cima de mim pra me melar de propósito. Ela estava mesmo com saudades e com vontade de transar comigo. Apoiei uma das mãos na cama e a outra comi ela também dando mordidinhas nos seios entre um beijo e outro com ela segurando meu cabelo pela nuca e gemendo no meu ouvido. Fiquei assim alguns minutos, na mesma intensidade e na mesma posição até ela gozar também. Eu sei quando ela vai gozar porque aperta os olhos bem forte e segura firme o meu cabelo, arranha minhas costas ou qualquer coisa q esteja segurando. Ela disse que sabe quando eu estou prestes a gozar porque paro de respirar alguns segundos antes. Ok então. Não discordo.




Ainda ficamos muito e conversamos muito, passamos o dia juntas, fomos ao shopping, comemos, rimos, e nos despedimos no final da tarde com um beijo na testa e um: 'Se cuida, não deixa ninguém te ferir assim. Quando você menos esperar eu apareço pra te buscar... '




Conclusão? Eu sei que não sou mais a mesma porque foi só ela virar as costas e eu olhar o celular pra ver se não tinha nenhuma mensagem da Ca ...

E não tinha.









Pepper -

2 comentários:

  1. Fazia tempo que eu não lia nada parecido... uma história cheia de pontos diferentes, mas que na minha opinião prevalece o sentimento verdadeiro que vem a ser uma paixão. Li cada linha angustiada pela próxima, dessa história que tem um enredo único e que prende até a última linha.

    Espero que tudo dê certo no final, independente do como seja, contanto que te traga calma e certeza de que aquilo esta te fazendo bem.

    Obs: adorei o Zahir.
    Beijos por cima de beijos.

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  2. Francielle minha leitora fiel e linda !
    Muito obrigada pelo comentário.
    Muito bom ter vc por aqui.
    O Zahir é um livro fantástico. Adoro o Paulo Coelho.
    Te adoro tbm <3 Bjsss

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